Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Autismo: política de inclusão do Ifap é realidade

Publicado: Quinta, 02 de Abril de 2020, 01h47 | Última atualização em Quinta, 02 de Abril de 2020, 14h30

A atuação dos setores de atendimento às pessoas com necessidades educacionais específicas permite

que estudantes tenham melhor desempenho no cotidiano escolar

Nesta quinta-feira, 2/4, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008 para sensibilizar a comunidade mundial sobre a realidade de cerca de 70 milhões de pessoas  diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no mundo.

A implementação de uma política educacional cada vez mais inclusiva é um dos desafios assumidos pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap). O Ifap possui dentre seus princípios norteadores dois artigos que garantem o compromisso com a inclusão de pessoas com necessidades educacionais específicas, como os autistas, por meio de ações e iniciativas que promovem a “inclusão e justiça social, com equidade, cidadania, sustentabilidade, ética e respeito à diversidade” (PDI 2019-2023).

Os estudantes com TAE constituem uma parte significativa da atenção do Setor de Inclusão e Diversidade da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) nos campi do Ifap.

De acordo com a responsável pelo Setor de Inclusão e Diversidade da Proext, Elisângela Braulio, o Ifap deve implementar novos regulamentos que normatizem procedimentos específicos para os estudantes atendidos pelos Napnes dos campi, como, por exemplo, um currículo adaptado para os estudantes com necessidades educacionais específicas.

Segundo ela, "também estamos trabalhando para finalizar acordos e parcerias com instituições que nos proporcionem cursos de capacitação inclusiva", o que permitirá que o Ifap melhore ainda mais o atendimento destinado aos estudantes com necessidades específicas.

De acordo com a docente de educação especial do Campus Macapá, Márcia Oliveira, cada estudante autista apresenta sua própria necessidade de acompanhamento. "Cada estudante autista tem suas peculiaridades. Existe uma grande diversidade entre eles que precisa ser levada em conta no momento do atendimento" disse a educadora, que, há 6 anos, atua na área. Segundo ela, "cada um possui o seu ritmo próprio de aprendizagem". Ainda de acordo com ela, uma das principais ações dos Napnes é “orientar os professores quanto à adaptação curricular, ao [chamado] desenho universal, que tanto já se fala nos debates sobre inclusão”.

Aos 15 anos de idade, o estudante Oswaldo Pantoja Rodrigues, que cursa o 2º ano do ensino médio integrado de Redes de Computadores, é um dos nove estudantes que em 2020 são acompanhados pelo Napne do Campus Macapá. O atendimento é realizado aos estudantes dos cursos técnicos integrados, dos subsequentes e dos cursos superiores.

Oswaldo Pantoja, estudante do médio integrado de Redes de Computadores do Campus Macapá

Todos esses profissionais e a metodologia de trabalho estão em movimento para que estudantes como Oswaldo possam desenvolver-se plenamente. Segundo ele, o acompanhamento realizado pela instituição é eficaz diante de sua necessidade.  Ao avaliar seus progressos até aqui, ele considera ter evoluído bastante. "Parece que eu pulei para uma nova etapa no processo escolar ", constatou.

Já para o estudante do curso superior de Tecnologia de Alimentos, também do Campus Macapá, Edmundo Figueira, "O Napne foi de grande importância para meu desenvolvimento social e estudantil, pois tive um bom acolhimento, tudo foi grande em sentido de apoio mesmo. Fui recebido de braços abertos, lá encontrei apoio e segurança. Eu acho muito importante o apoio deles na minha vida, sou grato por tudo que fizeram pra mim. Minha professora da Educação Especial não deixou eu desistir dos meus sonhos".

Edmundo Figueira, em laboratório no qual sua turma tem aula

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo deste ano acontece em meio à pandemia da Covid-19, em função da qual a rotina escolar precisou ser  interrompida, o que, para o estudante autista, tem ainda maior impacto pela alteração drástica da rotina. Segundo Lúcia Nobre, coordenadora do Napne do Campus Laranjal do Jari, "é importante que, além de todos os cuidados que estão sendo divulgados pelas autoridades de saúde do país, a família do estudante autista possa se empenhar em estabelecer uma rotina com atividades que continuem desenvolvendo as habilidades e competências desses jovens, para que a falta do contato direto com a escola tenha um impacto reduzido".

É como respondeu Edmundo Figueira ao ser perguntado sobre que mensagem poderia deixar para celebrar o dia do autismo com consciência e responsabilidade: "Pessoal fica em casa, olha o coronavírus, a dengue também, aproveitem pra estudar em casa, espere a tempestade passar que isso tudo é passageiro e feliz Dia de Conscientização do Autismo", recomendou.

 

 

Por Jefferson Souza, 

Com colaboração de Alexandre Brito e Keila Gibson

Departamento de Informação, Comunicação e Eventos - Deice
Instituto Federal do Amapá (Ifap)
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Twitter: @ifap_oficial
Facebook:/institutofederaldoamapa

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página