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Ifap propõe Campus Fluvial para levar educação profissional aos ribeirinhos

Publicada por Daniel Souza em 12/06/2025 ― Atualizada em 26 de Agosto de 2026 às 16:31

Funcionando em uma embarcação (imagem do projeto), o Campus Fluvial vai levar o ensino até quem vive às margens dos rios
Funcionando em uma embarcação (imagem do projeto), o Campus Fluvial vai levar o ensino até quem vive às margens dos rios

Em um movimento estratégico para a expansão da educação profissional, o Instituto Federal do Amapá (Ifap) busca a interiorização e a aproximação com as populações mais tradicionais do estado, dentre elas, a ribeirinha, por meio da implantação de um campus fluvial. Com a oferta de qualificação profissional, o Ifap espera fortalecer a economia e promover o desenvolvimento sustentável, formando profissionais aptos a atuar em seu próprio território. A proposta foi formalizada junto ao Ministério da Educação e está em processo de análise de viabilidade.

Hoje com seis campi em funcionamento - Laranjal do Jari, Macapá, Oiapoque, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Santana – e um em construção, no município de Tartarugalzinho – o Ifap considera que a implantação da futura unidade pode ser inserida no plano de expansão dos Institutos Federais em execução pelo Ministério da Educação, promovendo a inclusão das populações ribeirinhas, historicamente mais isoladas, como é o caso daquelas localizadas na foz do Rio Amazonas.

O formato “fluvial” do campus sinaliza uma estrutura pensada para o acesso por embarcação, atendendo diretamente às comunidades locais ou até mesmo às mais isoladas para a oferta de cursos de qualificação profissional, desde a formação inicial e continuada (FIC) até a graduação ou pós-graduação. Este modelo representa uma adaptação à logística regional, levando o ensino até quem vive às margens dos rios e longe dos grandes centros urbanos.

De acordo com o presidente da comissão responsável pela elaboração do estudo sobre o Campus Fluvial no Ifap, Olavo Nylander Brito Neto, “será uma unidade voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas no estado do Amapá, com ênfase no Arquipélago do Bailique, que abrange oito ilhas e mais de setenta comunidades”.

Mas a expectativa é que o campus possa contemplar também parte da Ilha do Marajó (PA), atualmente não assistida por unidades da Rede Federal. Para Olavo Nylander, “trata-se de uma proposta inovadora no âmbito da Rede Federal, promovendo inclusão social e desenvolvimento sustentável por meio da educação profissional”.

Romaro Silva, reitor do Ifap: “Se é o que a comunidade quer, ela pode nos ajudar junto às autoridades políticas”
Romaro Silva, reitor do Ifap: “Se é o que a comunidade quer, ela pode nos ajudar junto às autoridades políticas”

Cursos voltados à realidade local

O campus está sendo “desenhado” para ofertar cursos nas áreas de Sistemas de Energias Renováveis, Agricultura Familiar, Condução de Turismo, Pesca e áreas correlatas para atender à demanda local que se concentra em atividades rurais e extrativistas.

Cerca de 800 vagas devem ser ofertadas por ano nas diversas modalidades de ensino, garantindo o acesso à educação técnica e tecnológica, profissionalização, pesquisa, extensão e inovação. Ao mesmo tempo, serão geradas oportunidades para ingresso no serviço público por meio de concursos e seleções de profissionais docentes e técnicos.

Uma ideia que virou projeto institucional

O reitor lembrou que o projeto nasceu com a sugestão proposta pelo professor Pedro Aquino, atualmente lotado no Campus Santana, que sugeriu a realização de atividades de extensão em comunidades tradicionais do estado, com a oferta de cursos de formação inicial e continuada (FIC).

“A ideia ocorreu a partir da observação e da escuta dos ribeirinhos e das lideranças das comunidades do rio Bucuituba, na ilha Caviana, município de Chaves-PA, na ilha do Marajó, e também da comunidade da ilha das Cinzas, no município de Gurupá-AP. Então ouvindo, observando a situação e escutando as angústias das comunidades, estudando a problemática deles, é que surgiu a ideia. Propor a educação como caminho para a solução dos problemas que lá são apresentados”, relatou o professor.

A partir desta sugestão, a ideia amadureceu para o projeto do Campus Fluvial, fruto do trabalho de uma comissão composta, além do professor Aquino, por membros de comunidades tradicionais, profissionais da área de navegação, engenheiros navais, docentes e gestores do Ifap. “É uma proposta que vem ganhando robustez com o apoio de várias mãos, uma proposta coletiva”, ressaltou Romaro Silva.


Esta matéria possui conteúdo suprimido em observância ao defeso eleitoral.


Por Jefferson Souza, chefe do Setor de Comunicação (Secom) do Campus Macapá

Foto: Renato Reis

Diretoria de Comunicação – Dicom
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